Um paciente do SUS foi submetido à primeira telecirurgia robótica oncológica de longa distância realizada em um hospital filantrópico brasileiro. A intervenção conectou as unidades do Hospital do Amor, em Porto Velho (Rondônia), e Barretos, no interior de São Paulo, permitindo que a equipe controlasse os instrumentos robóticos remotamente, a quase 2.700 quilômetros de distância.
No hospital de Porto Velho, a equipe presencial ficou responsável pelo suporte ao paciente e pela condução assistencial, enquanto os médicos em Barretos acompanharam a cirurgia e operaram os braços robóticos à distância.
Para garantir a segurança, os Ministérios das Comunicações e da Saúde, em parceria com o Hospital do Amor, criaram um protocolo específico de conectividade. O procedimento utilizou duas linhas independentes de fibra óptica, redundância em rede 5G e uma VPN dedicada, mantendo a latência abaixo de 100 milissegundos, parâmetro essencial para esse tipo de intervenção.
Em Barretos, o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, acompanhou a operação e ressaltou o potencial da tecnologia para ampliar o acesso a tratamentos de alta complexidade. “É a tecnologia aproximando especialistas de pacientes que vivem longe dos grandes centros e mostrando que a transformação digital também salva vidas”, afirmou.
Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa demonstra como a expansão da infraestrutura de telecomunicações pode reduzir desigualdades regionais ao levar procedimentos altamente especializados a áreas distantes, beneficiando pacientes do SUS. O diretor de Inovação do Hospital de Amor, Luis Gustavo Romagnolo, acrescentou que se trata “de um passo importante para ampliar o acesso da população do SUS a procedimentos de alta complexidade”.
O Hospital do Amor, que oferece atendimento 100% gratuito pelo SUS, registrou em 2025 mais de 2 milhões de atendimentos — entre consultas, exames e procedimentos — beneficiando mais de 613 mil pacientes provenientes de 2.711 municípios brasileiros.
Fonte: CNN Brasil Saúde
