O Ministério da Saúde oficializou a incorporação da edaravona ao Sus para o tratamento de adultos com ELA em estágio inicial. A decisão foi publicada na edição desta terça-feira (21) do Diário Oficial da União e beneficia pacientes classificados nos graus um ou dois da doença, com duração dos sintomas igual ou inferior a dois anos.
A medida entra em vigor imediatamente, porém a disponibilização dependerá da efetiva incorporação na rede pública. A incorporação foi recomendada pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), que avaliou evidências científicas, eficácia, segurança e custo-benefício da droga.
A edaravona é utilizada para retardar a progressão da ELA nas fases iniciais, atuando na redução do estresse oxidativo, um dos mecanismos que contribuem para a degeneração dos neurônios motores.
A esclerose lateral amiotrófica é uma doença neurodegenerativa rara, progressiva e sem cura, que afeta neurônios responsáveis pelos movimentos voluntários, levando à perda gradual de força muscular, dificuldade para caminhar, falar, engolir e respirar.
A maioria dos casos surge entre 55 e 75 anos e ocorre de forma esporádica em cerca de 90% dos pacientes. Os primeiros sinais variam, mas costumam incluir fraqueza em braços ou pernas, tropeços frequentes, cãibras e fasciculações, dificuldade para falar e para engolir.
Com a evolução, a fraqueza pode atingir os músculos respiratórios, principal causa das complicações graves. O diagnóstico não depende de exame único.
Neurologista combina avaliação clínica, histórico e exames complementares, como eletroneuromiografia (ENMG), ressonância magnética e exames laboratoriais, para excluir outras doenças. Apesar da nova opção terapêutica, o tratamento da ELA permanece multidisciplinar, envolvendo neurologistas, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, terapeutas ocupacionais e psicólogos, com objetivo de retardar a progressão, controlar sintomas, preservar a autonomia e melhorar a qualidade de vida.
O protocolo da Associação Brasileira de Esclerose Lateral Amiotrófica (ABrELA) destaca que a integração entre diferentes especialidades é fundamental para aumentar a sobrevida e a qualidade de vida dos pacientes.
Fonte: CNN Brasil Saúde
