Setembro Amarelo: busca por estética acende alerta para dismorfia corporal

No início do Setembro Amarelo, o alerta para o aumento da busca por procedimentos estéticos e cirurgias plásticas ganha relevância.

Meta‑análise publicada no Journal of Cosmetic Dermatology indica que até 24% dos pacientes que procuram esse tipo de intervenção podem apresentar transtorno dismórfico corporal, caracterizado por preocupação excessiva com uma ou mais características da aparência.

Para a cirurgiã plástica Carine Barreto, reconhecer os sinais do transtorno antes de indicar um procedimento é essencial para preservar a saúde mental do paciente. Ela destaca a diferença entre querer mudar um aspecto incômodo e acreditar que a mudança resolverá todos os problemas da vida.

Carine aponta ainda alguns comportamentos que funcionam como sinais de alerta: insatisfação desproporcional com uma característica pouco perceptível, busca repetida por procedimentos, expectativa de transformação completa e frustração persistente.

“Se o paciente chega acreditando que uma cirurgia vai fazer com que ele finalmente se sinta bonito, aceite o próprio corpo ou deixe de se comparar com outras pessoas, precisamos ter cautela. Uma cirurgia pode modificar uma característica física, mas não substitui o tratamento de uma condição de saúde mental”, afirma a médica. https://www.youtube.com/watch?v=E57NV8acvU4

O cirurgião plástico Alexandre Kataoka explica que a dismorfia corporal se apresenta como um transtorno mental que envolve foco obsessivo em um defeito que a pessoa considera ter em sua aparência. Entre as consequências, estão a realização de múltiplos procedimentos estéticos em busca do corpo perfeito e a prática excessiva de exercícios físicos.

Segundo a psicóloga Fabiane Gonçalves, especialista em saúde mental, a causa do transtorno tem origem genética e neuroquímica, mas o ambiente familiar, bem como fatores psicológicos e sociais, podem atuar como facilitadores.

Os sintomas incluem baixa autoestima, preocupação exagerada com defeitos – muitas vezes imaginários – do corpo, hábito de se olhar no espelho de forma repetitiva, autocritica constante e isolamento, tudo isso por se enxergar fora dos “padrões”, ressalta a profissional.

Fonte: CNN Brasil Saúde

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