Pesquisadores da Umeå University, na Suécia, identificaram que a proteína METTL3 colabora para que células de câncer de mama se espalhem para outros órgãos.
A substância regula a liberação de moléculas que facilitam a invasão tumoral em tecidos vizinhos, favorecendo a metástase. Ela também organiza modificações no RNA, controlando a ativação ou silenciamento de genes.
Atividades anormais da METTL3 já foram associadas a diversos tipos de câncer, e alguns fármacos que buscam ajustar a proteína já estão em fase de testes. O estudo, publicado na revista Science Advances na última sexta (26/6), mostrou que a remoção da METTL3 reduziu a capacidade dos tumores de degradar tecidos.
Contudo, bloquear apenas a atividade enzimática da proteína não foi suficiente, indicando a presença de outros caminhos envolvidos.
Segundo a professora Francesca Aguilo, autora principal da pesquisa, inibir somente a função enzimática da METTL3 pode não ser suficiente; estratégias que eliminem a proteína por completo ou interrompam suas interações celulares podem ser necessárias.
Os dados podem contribuir para o desenvolvimento de novos medicamentos que impeçam a metástase. Os próximos passos incluem investigar como a METTL3 é realocada do núcleo celular e se o mesmo mecanismo ocorre em outros tipos de câncer.
Fonte: Metrópoles Saúde
