Perder a força nas pernas como Glenda Kozlowski é algo raro e deve ser investigado

Glenda Kozlowski, de 52 anos, está afastada temporariamente da Band após três dias de internação. A apresentadora chegou ao hospital depois de sofrer uma queda em casa, quando já sentia dores na coluna e, de repente, perdeu a força nas pernas, ficando impossibilitada de se movimentar. O diagnóstico apontou sobrecarga mecânica na região lombar, associada a alterações degenerativas naturais dos discos intervertebrais.

O médico Guilherme Porceban, especialista em cirurgia da coluna vertebral, explicou que a sobrecarga ocorre quando a lombar recebe uma carga maior que o tecido consegue suportar, seja por esforço excessivo, movimento brusco ou falta de preparo muscular para a atividade realizada.

As alterações degenerativas nos discos são comuns. Com o tempo, eles perdem água e elasticidade, tornando a coluna mais vulnerável a crises. No caso de Glenda, a combinação da sobrecarga com a degeneração discal pode ter sido determinante para a perda de força nas pernas.

Porceban ressaltou que a sobrecarga é frequente e costuma ser favorecida por hábitos como excesso de peso, tabagismo, falta de fortalecimento muscular, aumento repentino de exercícios ou trabalho repetitivo. Contudo, a perda real de força, decorrente de compressão nervosa, é menos comum e exige avaliação cuidadosa.

Segundo o especialista, dores intensas podem impedir o apoio das pernas, simulando perda de força. Apenas exames específicos conseguem diferenciar essa sensação de uma compressão efetiva dos nervos, situação que deve ser investigada rapidamente para evitar complicações.

Glenda segue tratamento que inclui medicação, fisioterapia, aplicação de calor na região sobrecarregada e redução temporária das atividades físicas. O repouso recomendado não implica ficar vários dias imóvel. Assim que a dor permitir, a retomada gradual de movimentos e o fortalecimento muscular são fundamentais. A cirurgia permanece como última alternativa, indicada apenas em casos de perda progressiva de força, compressão significativa dos nervos ou dor incapacitante que não responde ao tratamento conservador.

Se a sobrecarga não for adequadamente tratada, podem surgir crises recorrentes, dor crônica, diminuição da amplitude de movimento e perda de condicionamento físico. Uma compressão nervosa prolongada pode levar à perda permanente de força ou sensibilidade, reforçando a necessidade de avaliação precoce.

Para reduzir o risco de novas sobrecargas, Porceban recomenda a prática regular de atividade física, fortalecimento da musculatura, controle de peso, abandono do cigarro e aumento gradual da intensidade dos exercícios. Também é importante evitar permanecer muitas horas na mesma posição, mantendo o corpo ativo e preparado para os esforços cotidianos.

Fonte: Terra Saúde

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