A Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo apontou que mulheres entre 40 e 70 anos apresentam maior probabilidade de desenvolver capsulite adesiva, popularmente conhecida como ombro congelado.
A capsulite adesiva se manifesta como rigidez progressiva da articulação, acompanhada de dor e perda significativa da mobilidade, afetando entre 2% e 5% da população mundial.
A doença decorre da inflamação da cápsula articular, que envolve e estabiliza o ombro. O processo inflamatório provoca espessamento da cápsula e formação de aderências que limitam os movimentos.
Em alguns casos, a condição surge após traumas, lesões, cirurgias no ombro ou períodos prolongados de imobilização. Especialistas sugerem que as alterações hormonais típicas da menopausa podem influenciar processos inflamatórios e musculoesqueléticos, embora a relação ainda não tenha comprovação científica.
Doenças metabólicas como diabetes, enfermidades cardiovasculares e fatores emocionais, como ansiedade e depressão, também são associados a um risco maior de desenvolvimento da capsulite adesiva.
Os principais sintomas são dor persistente e limitação progressiva dos movimentos do ombro. O quadro evolui em diferentes fases e pode durar de seis meses a dois anos, sendo, na maioria das vezes, autolimitado.
O diagnóstico é realizado por médico ortopedista, que avalia a história clínica do paciente e realiza exame físico para confirmar a presença da capsulite adesiva.
Fonte: CNN Brasil Saúde
