Menopausa aumenta risco de infarto e derrame, alertam especialistas

Dr. Kalil conduziu o programa ‘CNN Sinais Vitais’ deste sábado (11), às 19h30, ao lado da cardiologista Salete Nacif e do ginecologista José Maria Soares Jr., para explicar as principais transformações que ocorrem no corpo feminino durante a menopausa e a importância de uma abordagem ampla de cuidados.

A menopausa provoca alterações metabólicas e hormonais que aumentam de forma significativa o risco de doenças cardiovasculares. José Maria destacou que, nesse período, costuma haver ganho de peso e mudança na distribuição da gordura corporal, com maior acúmulo na região abdominal, conhecida como gordura visceral.

Além disso, as mulheres podem desenvolver resistência insulínica, o que ele relacionou ao risco de diabetes e hipertensão arterial. O especialista ainda apontou que os fogachos – ondas de calor típicas da menopausa – prejudicam a qualidade do sono, gerando mais insônia e contribuindo para o aumento de peso e da resistência insulínica.

Esses fatores, somados, elevam o risco cardiovascular das mulheres na fase menopáusica. Salete explicou que o estrógeno funciona como um guardião dos vasos sanguíneos e do coração.

Com a queda desse hormônio, os vasos ficam mais rígidos, o perfil do colesterol se deteriora e a predisposição a pressão alta, diabetes, infarto e derrame aumenta. A cardiologista ressaltou que a doença cardiovascular mata mais mulheres do que todos os tipos de câncer feminino juntos e que supera em sete vezes o número de óbitos por câncer de mama.

Por isso, ela recomenda uma prevenção rigorosa, com controle adequado da pressão arterial, da glicemia, do colesterol e atenção ao sono. José Maria reforçou que o tratamento na menopausa deve ser holístico, levando em conta a alimentação, a prática de atividade física, o sedentarismo, o tabagismo, o consumo de álcool, o estilo de vida e o nível de estresse da paciente.

Ele observou que, além das mudanças corporais, a fase também traz alterações emocionais, exigindo atenção redobrada dos profissionais de saúde. Em síntese, os especialistas concordam que uma abordagem integrada é essencial para reduzir os riscos e melhorar a qualidade de vida das mulheres durante a menopausa.

Fonte: CNN Brasil Saúde

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