Melatonina pode reforçar tratamentos contra câncer cerebral, sugere estudo

Limitações laboratoriais: resultados em laboratório não confirmam a eficácia de suplementos de melatonina vendidos para o sono no tratamento oncológico.

A melatonina, conhecida pela relação com o sono, está sendo investigada como aliada da quimioterapia contra o glioblastoma, um câncer cerebral agressivo. Em culturas de células tumorais, a combinação da melatonina com temozolomida apresentou efeito superior à soma dos efeitos observados com cada substância isoladamente.

O resultado descrito em uma pesquisa de 2025 indica potencial para complementar o tratamento. A associação, porém, ainda precisa ser avaliada em ensaios clínicos para confirmar benefícios aos pacientes.

A temozolomida já foi investigada em estudo publicado em 2005 no The New England Journal of Medicine, liderado por Roger Stupp. A pesquisa reuniu 573 pacientes de 85 centros e comparou radioterapia isolada com radioterapia associada ao quimioterápico. A melatonina não integrou o protocolo avaliado.

Após dois anos, a taxa de sobrevida foi de 26,5% no grupo que recebeu radioterapia mais temozolomida, contra 10,4% entre os tratados apenas com radioterapia. O achado demonstra o benefício da associação entre a radiação e o medicamento para o glioblastoma.

As concentrações utilizadas em experimentos podem ser muito superiores às produzidas naturalmente pelo organismo.

Por isso, os resultados em laboratório não demonstram que suplementos vendidos para o sono tenham o mesmo efeito contra o câncer.

O uso com finalidade oncológica deve ser discutido com a equipe médica e não substitui as terapias prescritas.

Fonte: Metrópoles Saúde

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