Magnésio além do sono: funções do mineral no organismo e diferentes tipos

O magnésio, conhecido popularmente como ‘mineral do sono’ nas redes sociais, tem funções muito mais amplas no organismo, participando de mais de 300 reações enzimáticas e influenciando metabolismo, glicose, formação óssea e regulação da pressão arterial.

Essa visão mais ampla vem de estudo e da fala de um médico clínico geral, que explica que o sono é apenas uma das várias funções do mineral. Quando o consumo está adequado, a suplementação não é necessária para a maioria das pessoas.

É indicada apenas para quem tem deficiência comprovada ou fatores de risco, como dieta pobre em vegetais e grãos integrais, diabetes não controlada, alcoolismo, doenças que prejudicam absorção intestinal ou uso de medicamentos que aumentam a perda de magnésio, como diuréticos e protetores gástricos.

Sobre a escolha de suplementos, há diferentes compostos: óxido de magnésio (barato, absorção baixa, laxativo forte), citrato (boa absorção, laxativo leve), glicinato (alta absorção, bem tolerado, útil para sono e ansiedade), treonato (focado em função cognitiva), cloreto e malato (reposição geral e fadiga muscular).

Para a maioria, basta uma alimentação equilibrada — folhas escuras, castanhas, amêndoas, sementes, feijões, grãos integrais e chocolate amargo — para alcançar a ingestão diária recomendada de magnésio.

Deficiência pode causar cãibras, fadiga, tremores e irritabilidade. Em casos graves, arritmias cardíacas.

Grupos com maior exigência ou absorção dificultada incluem idosos, gestantes, atletas e pessoas com diabetes. O excesso pode ser prejudicial, especialmente para quem tem doença renal, levando a diarreia, queda de pressão e alterações cardíacas.

Além disso, magnésio pode interferir na absorção de alguns antibióticos e remédios para osteoporose, reforçando a necessidade de orientação médica ao considerar suplementação. Antes de iniciar suplementação, é recomendável consultar um médico e, se possível, realizar dosagem sanguínea para confirmar a necessidade.

Como lembra o médico, redes sociais mostram o que funcionou para outra pessoa, mas nem sempre é o que o corpo do indivíduo precisa.

Fonte: Terra Saúde

Gostou deste artigo?

Facebook
Twitter
Linkedin
WhatsApp

© COPYRIGHT O ACRE AGORA.COM – TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. SITE DESENVOLVIDO POR R&D – DESIGN GRÁFICO E WEB