Hipertensão e diabetes lideram causas de doença renal no Brasil; entenda

Hipertensão arterial e diabetes continuam entre os principais fatores responsáveis pelo desenvolvimento da doença renal crônica (DRC) no Brasil, segundo especialistas da área de nefrologia. As duas condições estão diretamente associadas ao comprometimento progressivo dos rins e representam um dos maiores desafios para a saúde pública.

De acordo com médicos ouvidos pela CNN, o controle adequado da pressão arterial, dos níveis de glicose e de outros distúrbios metabólicos é considerado fundamental para reduzir o risco de evolução da doença renal e evitar complicações mais graves.

Especialistas alertam que a hipertensão costuma ser uma enfermidade silenciosa, o que dificulta a adesão ao tratamento. Muitas pessoas deixam de seguir corretamente as orientações médicas por não apresentarem sintomas evidentes, mesmo quando a pressão permanece elevada por longos períodos.

O problema, segundo os nefrologistas, é que os danos provocados pela hipertensão persistente podem afetar não apenas os rins, mas também o coração, o cérebro e outros órgãos importantes.

A doença renal crônica é mais frequente entre pessoas com mais de 60 anos, faixa etária em que também há maior incidência de hipertensão e diabetes. No entanto, profissionais da área observam um crescimento dos casos em pacientes mais jovens.

Entre os indivíduos que chegam aos estágios mais avançados da doença e necessitam de diálise ou transplante renal, a média de idade costuma variar entre 40 e 50 anos. Ao mesmo tempo, o aumento da expectativa de vida da população brasileira tem contribuído para o crescimento do número de idosos em tratamento renal substitutivo.

Além das doenças crônicas, fatores relacionados ao estilo de vida também influenciam diretamente a saúde dos rins. Sedentarismo, obesidade e alimentação inadequada aparecem entre os principais fatores de risco, compartilhando impactos semelhantes aos observados em doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral.

Especialistas reforçam que a prevenção depende da combinação entre acompanhamento médico regular, uso correto das medicações prescritas e adoção de hábitos saudáveis, capazes de reduzir significativamente o risco de comprometimento renal ao longo da vida.

Fonte: CNN Brasil

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