Febre, mal-estar, dores no corpo, aumento dos gânglios linfáticos (ínguas) e lesões na pele são alguns dos sintomas da mpox. As feridas podem surgir em várias partes do corpo, como rosto, boca, região genital, ânus, tronco, braços, pernas, palmas das mãos e plantas dos pés.
A quantidade de lesões varia de pessoa para pessoa, podendo haver desde poucas até mais de cem. Segundo o dermatologista Wesley Ferreira, CEO da Singular Medicina Estética e membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), as lesões geralmente começam como pápulas, pequenas elevações na pele, e evoluem para vesículas, que são bolhas com líquido. Posteriormente, podem se transformar em pústulas, lesões com conteúdo esbranquiçado, até formar crostas.
A ausência de febre não exclui a possibilidade de infecção. Uma única lesão suspeita, especialmente após contato próximo ou íntimo com uma pessoa infectada, pode justificar uma avaliação médica. Lesões novas e sem explicação, semelhantes a espinhas, bolhas ou feridas, especialmente nas regiões genital, anal ou oral, devem ser avaliadas por um profissional de saúde. Feridas dolorosas, endurecidas ou com uma pequena depressão no centro também merecem atenção.
Outros sinais que podem indicar a infecção incluem ínguas, dor de garganta, mal-estar e dores musculares associados às lesões. Dor anal ou retal, sangramento e dificuldade para evacuar, mesmo sem feridas visíveis na parte externa do corpo, também são sinais que merecem cuidado.
A procura por atendimento médico deve ser urgente em caso de dor intensa, lesões próximas aos olhos, alterações na visão, dificuldade para urinar, engolir ou respirar, sinais de desidratação ou piora importante do estado geral. Até a avaliação médica, é recomendado evitar contato íntimo e direto das lesões com outras pessoas. As feridas devem ficar cobertas, quando possível, e as crostas não devem ser manipuladas.
O Brasil registrou 665 casos de mpox em 2026, segundo dados do Ministério da Saúde. Este número representa uma redução de 94% em relação a 2022, quando o país enfrentou um surto da doença e registrou 10.821 infecções. O Rio de Janeiro é um dos estados com mais casos confirmados. De janeiro a 3 de novembro de 2026, foram registrados 269 casos, sem mortes, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde. O número é quase três vezes maior que o contabilizado no mesmo período de 2025, quando o estado confirmou 92 infecções.
No Distrito Federal, a Secretaria de Saúde atualizou para 23 o total de casos confirmados em 2026. O Ministério da Saúde acompanha a evolução da vacinação e o consumo das doses enviadas aos estados para avaliar a necessidade de novos repasses. Essa medida faz parte das ações de vigilância, prevenção e controle da doença no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na proteção das populações mais vulneráveis.
Fonte: Metrópoles Saúde
