Durante crises de ansiedade, muitas pessoas relatam falta de ar e costumam associar o sintoma a problemas pulmonares ou a um infarto. Especialistas apontam, porém, que a sensação está ligada ao modo como a respiração ocorre nesses momentos.
O professor de psiquiatria Antonio Egidio Nardi, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que a falta de ar surge da respiração rápida e superficial típica da ansiedade aguda.
Essa alteração respiratória intensifica sintomas como tontura, aperto no peito e sensação de sufocamento, mantendo o organismo em estado de alerta. Quanto maior o medo, maior pode ser a crise, segundo Nardi, que também preside a Academia Nacional de Medicina (ANM).
Ele ressalta que, antes de episódios intensos, o indivíduo costuma estar bem, sem intercorrências. Quando a crise se instala, os sintomas podem ser ampliados pelo ataque inesperado.
Nardi indica que o quadro agudo de ansiedade dura entre 20 e 30 minutos, sendo os primeiros dez os mais críticos. Nesse período, a pessoa sente falta de ar, tremor, ondas de frio ou calor, tontura, palpitação, pressão no peito e a impressão de que vai morrer ou perder o controle.
Para o especialista, compreender a relação entre respiração e ansiedade é fundamental para que o paciente tenha mais conhecimento e controle sobre os sintomas durante a crise.
Com essa compreensão, o paciente pode perceber melhor quando a falta de ar decorre do medo e quando é necessário buscar avaliação médica.
Fonte: Metrópoles Saúde
