A incômoda dor na região inferior das costas, conhecida clinicamente como lombalgia, atinge cerca de 80% das pessoas ao longo da vida e está entre as principais causas de afastamento do trabalho e de procura por atendimento médico, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde do Paraná (Sesa).
O secretário de Estado da Saúde, César Neves, explicou ao “Bem Paraná” que a coluna na região da cintura suporta quase todo o peso corporal e funciona como eixo central de movimentação, sofrendo os impactos do sedentarismo, da postura inadequada e do envelhecimento natural.
O problema costuma se manifestar de duas formas principais: o tradicional “mau‑jeito”, provocado por movimentos bruscos ou levantamento incorreto de peso, e o desgaste gradual decorrente de maus hábitos diários e fraqueza muscular.
O médico ortopedista Bruno Bodanese ressaltou que achados comuns em exames de imagem, como hérnia de disco ou o chamado “bico de papagaio”, muitas vezes não representam a causa direta do incômodo. “Às vezes as imagens mostram desgaste, mas a pessoa é completamente assintomática”, afirmou, destacando a necessidade de associar a avaliação clínica ao diagnóstico para evitar tratamentos desnecessários.
Para quem sente o desconforto, a porta de entrada recomendada no Sistema Único de Saúde (Sus) é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima, onde o paciente recebe orientação e encaminhamento para sessões de fisioterapia e fortalecimento muscular, já que intervenções cirúrgicas são raras e restritas a minorias.
Especialistas alertam que o atendimento de emergência deve ser buscado imediatamente caso a dor venha acompanhada de dormência na região íntima, perda de força nas pernas, incontinência urinária ou fecal, febre associada a emagrecimento inexplicável, ou após traumas decorrentes de quedas e acidentes.
Fonte: Terra Saúde
