A disfunção erétil pode funcionar como um sinal de alerta para a saúde masculina e indicar, em alguns casos, risco aumentado de doenças graves, como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), diabetes e demência.
Embora o problema ainda seja tratado com constrangimento por muitos homens, pesquisadores defendem que ele deve receber mais atenção em consultas médicas. A dificuldade para obter ou manter uma ereção pode estar relacionada a alterações na circulação sanguínea, no metabolismo, nos hormônios e na saúde mental.
Segundo estudos citados na reportagem, a disfunção erétil afeta parcela significativa dos homens acima dos 40 anos. Uma pesquisa apontou que 39% dos homens dessa idade apresentavam regularmente algum grau de impotência sexual. Aos 70 anos, a proporção chegava a 67%.
Do ponto de vista físico, a ereção depende do aumento do fluxo de sangue para o pênis. Por isso, qualquer condição que prejudique a circulação pode afetar o funcionamento sexual. Entre as causas possíveis estão estresse, alterações hormonais, aterosclerose, diabetes, hipertensão, obesidade, consumo de álcool, tabagismo e fatores psicológicos.
Especialistas explicam que as artérias do pênis estão entre as menores do corpo e podem ser afetadas antes de vasos maiores. Por esse motivo, a disfunção erétil pode surgir como um sinal precoce de problemas cardiovasculares.
Uma análise com mais de 154 mil pessoas indicou que homens com disfunção erétil tinham 59% mais probabilidade de desenvolver doença arterial coronariana e 34% mais risco de sofrer um AVC.
Também há estudos que relacionam o problema ao risco de demência. Uma pesquisa realizada em Taiwan apontou que homens diagnosticados com disfunção erétil tinham 68% mais probabilidade de desenvolver demência ao longo de sete anos de acompanhamento.
A relação com o diabetes também é considerada forte. Homens com diabetes tipo 2 têm cerca de três vezes mais probabilidade de desenvolver disfunção erétil do que aqueles sem a doença. O problema pode estar associado a danos nos vasos sanguíneos e nos nervos, além de indicar maior risco de outras complicações, como neuropatia periférica e retinopatia.
Apesar disso, muitos pacientes evitam buscar ajuda por vergonha ou ansiedade. Especialistas alertam que conversar com um médico sobre disfunção erétil pode permitir a investigação de fatores de risco, como hipertensão, aterosclerose, obesidade e diabetes.
O problema tem tratamento. Medicamentos como a sildenafila, conhecida comercialmente como Viagra, ajudam a dilatar os vasos sanguíneos do pênis. Mudanças na alimentação, prática de exercícios físicos, controle da glicose e redução de fatores de risco também podem contribuir, dependendo da causa.
Pesquisadores ressaltam, porém, que cada caso precisa ser avaliado individualmente. A disfunção erétil pode ter origem física, psicológica, comportamental ou envolver uma combinação de fatores.
Fonte: G1
