Confusão mental e irritabilidade podem indicar falta de vitamina B12

Esquecimento frequente, dificuldade de concentração, irritabilidade, cansaço persistente e sensação de confusão mental podem estar associados à deficiência de vitamina B12, segundo especialistas. Embora esses sintomas sejam frequentemente relacionados ao estresse, à ansiedade ou a transtornos emocionais, eles também podem indicar alterações nutricionais que exigem avaliação médica.

O alerta faz parte de um consenso publicado pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), que reúne orientações para diagnóstico, prevenção e tratamento da deficiência da vitamina. De acordo com a entidade, o reconhecimento precoce do problema é importante para evitar complicações neurológicas que podem se tornar permanentes.

Também conhecida como cobalamina, a vitamina B12 desempenha papel fundamental na formação das células sanguíneas, no funcionamento do sistema nervoso e na produção de DNA. Quando os níveis estão baixos, podem surgir alterações que afetam a memória, o humor, a concentração e até a coordenação motora.

Segundo o documento, a deficiência pode ocorrer mesmo em pessoas que consomem carne, leite, ovos e outros alimentos ricos em vitamina B12. Isso acontece porque a absorção da vitamina depende de um processo complexo que envolve o estômago e o intestino, podendo ser prejudicado por doenças, cirurgias e alguns medicamentos.

Entre os sintomas mais associados à deficiência estão irritabilidade, alterações de humor, cansaço constante, dificuldade de concentração, dormência, formigamentos e sensação de confusão mental. Em casos mais avançados, podem ocorrer problemas neurológicos e comprometimento cognitivo.

Especialistas apontam que idosos, vegetarianos estritos, veganos, pessoas com doenças gastrointestinais e usuários de medicamentos que reduzem a acidez do estômago estão entre os grupos com maior risco de desenvolver deficiência da vitamina.

A investigação costuma incluir exames laboratoriais e avaliação clínica. Quando a deficiência é confirmada, o tratamento pode ser feito por meio de suplementação oral, sublingual ou injetável, conforme orientação médica e as características de cada paciente.

A ABRAN recomenda atenção especial aos grupos de risco e destaca que o tratamento precoce aumenta as chances de reversão dos sintomas e reduz o risco de complicações mais graves.

Fonte: G1

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