Canibal e necrófilo, ele dissolvia corpos em um barril de ácido

Entre 1978 e 1991, Jeffrey Dahmer matou e desmembrou 17 homens e adolescentes. Além de canibalismo, Dahmer praticava necrofilia com os corpos de suas vítimas. Para quem não sabe o que é necrofilia, trata-se da prática sexual com cadáveres.

Alguns corpos foram parcialmente preservados pelo assassino. 

Dahmer foi condenado a quinze penas de prisão perpétua pelos crimes cometidos em Wisconsin, no Estados Unidos, e a 16 anos por um homicídio adicional cometido em Ohio, em 1978.

Quando a polícia entrou em seu apartamento, em 22 de julho de 1991, encontrou diversas partes de corpos pelos cômodos e na geladeira, além de fotografias de homens nus e um barril usado para dissolver os cadáveres em ácido.

Dahmer dizia cometer os atos de canibalismo por acreditar que as vítimas se tornavam parte dele para sempre.

Barril com ácido encontrado no apartamento de Dahmer/Foto: web

Dahmer nasceu em 21 de maio de 1960, em Milwaukee. Sua infância foi descrita como a de uma “criança cheia de energia e feliz”. Mas a mãe dele, depressiva, certa vez tentou suicídio. Seus pais se separaram quando ele ainda era um adolescente.

Ele cometeu seu primeiro assassinato em 1978, três semanas após a sua formatura no colegial. A vítima foi Steven Hicks, de quase 19 anos. No dia 18 de junho, Dahmer dirigia seu carro quando viu Hicks à beira da estrada, pedindo carona. Dahmer convidou o rapaz a ir até sua casa para beber álcool e ouvir música. Naquela época, ele morava sozinho.  

Hicks concordou e os dois ficaram passaram um tempo juntos, bebendo e ouvindo música. Mais tarde, Steven Hicks disse que precisava ir embora, mas Dahmer não concordou.  Ele insistiu para que o outro ficasse. E quando Hicks afinal resolveu partir, Dahmer o acertou duas vezes com um haltere na parte de trás da cabeça e o estrangulou até a morte.

A prisão de Dahmer só ocorreria 13 anos depois, após levar para casa Tracy Edwards, de 32 anos, um de três homens que ele abordou convidando para tomar cerveja em sua casa.

Ameaçado com uma faca, Edwards esperou a oportunidade para dar um soco em Dahmer, fugir do local e chamar a polícia.

Christopher Scarver selou o destino do canibal: morto por espancamento/Foto: web

Uma busca mais detalhada no apartamento revelou um total de quatro cabeças decepadas na cozinha, sete crânios – alguns deles pintados –, além de 2 corações humanos e músculos do braço em porções embrulhadas em sacos plásticos nas prateleiras. No freezer, os investigadores descobriram um tronco inteiro, além de um saco de órgãos e pedaços de carne humana.

Interrogado, ele admitiu ter assassinado 17 pessoas no total.

Em 28 de novembro de 1994, Dahmer foi espancado até a morte por Christopher Scarver, um companheiro de prisão na Instituição Correcional de Columbia em Portage, Wisconsin.

Amaro Alves foi repórter de polícia até se aposentar, em 2009; vive atualmente em Belém (PA), de onde escreve com exclusividade para oacreagora.com

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