Uma pesquisa indica que mais de 84% das pessoas que utilizam canetas emagrecedoras reduziram o consumo de alimentos industrializados, enquanto 83% diminuíram a ingestão de produtos ultraprocessados.
O estudo foi realizado pela Pluxee, que entrevistou mais de 1.200 usuários de sua plataforma em todo o país para avaliar o uso das chamadas canetas emagrecedoras e seus impactos nos hábitos alimentares.
Dos entrevistados, apenas 7% afirmam fazer uso das canetas no momento.
A análise revelou que aproximadamente 76% dos participantes passaram a consumir menos fast‑food e 74,5% reduziram a compra de refrigerantes.
Em relação à qualidade da alimentação, 62% relataram aumento no consumo de frutas, legumes e verduras, e cerca de 57% passaram a priorizar fontes de proteína nas refeições.
“Nossa pesquisa mostra que o uso das canetas está associado a mudanças relevantes nos hábitos de consumo. O medicamento pode funcionar como um gatilho para uma transformação mais ampla na relação das pessoas com a alimentação”, destacou Antônio Alberto Aguiar, diretor executivo da Pluxee.
Entre os usuários, 84% afirmam comprar alimentos por impulso com menos frequência do que antes.
Entretanto, a alimentação mais saudável pode ser mais custosa: 91% dos trabalhadores consideram os alimentos saudáveis mais caros, 71% relatam aumento nos gastos com alimentação nos últimos 12 meses, 46% dizem estar gastando mais para comer melhor, 27% buscam equilibrar saúde e orçamento e 14% trocam quantidade por qualidade.
Um estudo publicado no Journal of the American Heart Association mostrou que medicamentos GLP‑1, conhecidos como canetas emagrecedoras, podem reduzir a mortalidade de pacientes com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica. A pesquisa acompanhou mais de 26 mil pacientes e constatou que fármacos da classe GLP‑1RA, como semaglutida e tirzepatida, além de promover perda de peso, diminuem drasticamente riscos de morte e complicações vasculares graves.
Na amostra, cerca de 64% dos pacientes tinham diabetes tipo 2. O uso do medicamento foi associado a redução de risco de infarto, AVC, embolia pulmonar, hospitalizações e óbito.
Análises de sensibilidade indicam que os benefícios permanecem em pacientes sem diabetes, sugerindo que o efeito vai além do controle glicêmico e envolve propriedades anti‑inflamatórias diretas.
Fonte: CNN Brasil Saúde
