Forma de administração: o medicamento é aplicado via infusão intravenosa durante 30 minutos, a cada duas semanas, conforme orientações da fabricante. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) concedeu a aprovação do fármaco, comercializado sob o nome Emrelis, para uso no Brasil.
O Emrelis destina‑se a adultos com câncer de pulmão de não pequenas células, do tipo não escamoso, que já tenham recebido tratamento prévio. A indicação exige que os tumores apresentem alta expressão da proteína c‑Met, confirmada por exame específico.
A indicação abrange casos de doença localmente avançada, quando o tumor invade regiões próximas aos pulmões, e também situações metastáticas, em que há disseminação para outros órgãos. Em ambos os cenários, a presença elevada de c‑Met é requisito indispensável.
O medicamento combina um anticorpo com uma substância que interrompe o crescimento celular e induz a morte das células tumorais. O anticorpo reconhece a proteína c‑Met na superfície da célula e transporta o composto para o interior, visando eliminar as células que apresentam maior quantidade da proteína, embora possa afetar também células saudáveis.
No Brasil, o registro publicado no Diário Oficial descreve duas apresentações do Emrelis – 20 mg e 100 mg – em pó para preparo de solução para infusão intravenosa, com validade até outubro de 2029.
Entre os efeitos adversos relatados pela fabricante estão cansaço, perda de apetite e inchaço. Também podem ocorrer complicações graves nos nervos, nos pulmões e nos olhos, além de reações adversas durante a infusão.
O acompanhamento médico regular permite avaliar a necessidade de ajustar a dose, interromper temporariamente ou suspender o tratamento, garantindo a segurança e a eficácia do protocolo.
Fonte: Metrópoles Saúde
