A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) alertou nesta sexta-feira (3) para os riscos de substituir antibióticos por alho no tratamento de infecções. Embora o alimento contenha compostos como a alicina, reconhecidos por propriedades anti-inflamatórias, antioxidantes, cardioprotetoras e imunomoduladoras, a agência ressaltou que não há evidência científica de ação antibacteriana capaz de substituir medicamentos como a amoxicilina.
A Anvisa explicou que a ideia de que o alho funciona como “antibiótico natural” tem se espalhado nas redes sociais, levando algumas pessoas a interromperem tratamentos prescritos. Essa prática, segundo o órgão, pode colocar a saúde em risco ao abandonar terapias comprovadamente eficazes.
Até o momento, estudos não demonstraram que o alho trate infecções bacterianas ou substitua fármacos desenvolvidos especificamente para esse fim. A agência reforçou que a eficácia de um medicamento depende de rigorosos processos de pesquisa, testes e avaliação antes da concessão de registro.
Para que um antibiótico seja comercializado, a Anvisa exige comprovação de qualidade, segurança e eficácia por meio de estudos científicos. Esses requisitos garantem que o produto atenda aos padrões necessários para o tratamento de infecções.
Diante da desinformação, a Anvisa recomenda que infecções bacterianas sejam tratadas apenas com medicamentos prescritos por profissionais de saúde, evitando a substituição de terapias validadas por receitas divulgadas sem respaldo científico nas redes sociais.
Fonte: Metrópoles Saúde
