Se você costuma consumir amendoim, castanhas ou nozes, pode não ser necessário ingerir grandes quantidades para obter os possíveis benefícios. Uma recente análise identificou uma relação entre o consumo desses alimentos e a diminuição do risco de hipertensão, destacando que a quantidade relevante é relativamente pequena.
Os achados apontam que o consumo diário de cerca de 25 a 30 gramas – o equivalente a um pequeno punhado – já seria suficiente para observar o efeito protetor.
Entretanto, a ingestão desses alimentos não substitui tratamento ou prevenção da pressão alta por si só. Eles podem, porém, integrar uma dieta favorável à saúde cardiovascular.
Os pesquisadores reuniram dados de oito estudos de corte, totalizando mais de 143 mil participantes, com o objetivo de avaliar a associação entre o consumo de amendoim, castanhas, nozes e outras oleaginosas e o risco de desenvolver pressão alta.
Os indivíduos que consumiam maiores quantidades desses alimentos apresentaram 16% menos risco de hipertensão em comparação com aqueles que ingeriam pouca ou nenhuma quantidade.
A análise também revelou que a cada 28 gramas adicionais consumidas por dia – aproximadamente um punhado – houve redução de 20% no risco de hipertensão, embora esse benefício não aumentasse de forma linear. A partir de 25 a 30 gramas diários, a associação tendia a estabilizar.
Para quem busca controlar a pressão, a escolha do tipo de oleaginosa também é importante: versões sem adição de sal são preferíveis, já que o sódio em excesso pode elevar a pressão arterial.
Essas oleaginosas fornecem fibras, magnésio, potássio e gorduras insaturadas, nutrientes que colaboram para um perfil cardiovascular saudável, reforçando a vantagem de optar por opções sem sal.
O estudo, publicado no British Journal of Nutrition, indica que incluir um pequeno punhado diário de amendoim, castanhas ou nozes pode fazer parte de uma alimentação equilibrada, mas não elimina a necessidade de reduzir o consumo de sal, manter peso adequado, praticar atividade física regular e monitorar a pressão arterial. Para pacientes já diagnosticados com hipertensão, esses alimentos podem ser incluídos na dieta, mas não substituem o tratamento prescrito pelos profissionais de saúde.
Fonte: Terra Saúde
