Presos denunciam suposta tortura durante ato por fornecimento de água

Em vídeos publicados em um grupo do aplicativo WhatsApp é possível ver imagens fortes feitas dentro do presídio Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco, por ocasião de um suposto motim pelo fornecimento de água, ocorrido no dia 22 de abril.

Os detentos, na ocasião, acusavam a Polícia Militar por disparar contra eles com armas não letais (tiros de borracha). Sete foram parar no Pronto Socorro do Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Huerb). Eles relatam casos de amputação de dedo, perda de orelha e até cegueira em decorrência dos disparos.        

O Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen) alegou que os presos iniciaram um motim mesmo avisados da falta de água. A direção do órgão falou em incineração de colchões. Os detentos negam.

Promotor Tales Tranin diz ter ciência das denúncias/Foto: reprodução

Segundo relatos feitos nos vídeos, havia um protesto pacífico quando o GECOE entrou nos pavilhões atirando já com todos rendidos, dentro do procedimento padrão.   

Consultado pela reportagem do site oacreagora.com na noite deste sábado (2), o promotor de Justiça Tales Tranin, da 4ª Promotoria Criminal do Ministério Público do Acre (MP-AC), afirmou ter conhecimento do caso e que vai tomar providências.

Ainda de acordo com o que foi divulgado pelo Iapen na ocasião, os presos integram o chamado Chapão, composto pelos pavilhões G, H, I, J, K e L. Eles teriam começado a bater nas grades devido à falta de água. A movimentação teria ficado mais intensa ao ponto de os policiais precisarem atirar para conter uma rebelião.

Detento teria perdido o dedo durante a ação da PM no presídio/Foto: reprodução

Nós estava dois dias sem tomar banho. Ninguém reagiu, ninguém arrastou faca”, diz um dos detentos enquanto filma, estendidos no chão, lençóis e toalhas sujos de sangue.   

O site também teve acesso a uma carta na qual eles desmentem as declarações feitas à imprensa pelo diretor do Iapen, Arlenilson Cunha, segundo as quais a polícia teria agido para conter uma possível rebelião. “Eles já tinham baleado vários”, diz o texto.

Veja a seguir um dos vídeos divulgados pelos familiares dos presos:

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