A crise no transporte coletivo dominou os debates na Câmara de Rio Branco nesta quarta-feira (22), após a paralisação total dos ônibus deixar milhares de passageiros sem alternativa de deslocamento na capital.
Durante a sessão, vereadores da oposição fizeram críticas à empresa responsável pelo serviço e cobraram uma resposta mais rápida da prefeitura diante do agravamento da situação.
Entre os principais pontos levantados estiveram os atrasos salariais, a falta de pagamento de benefícios, a situação da frota e a suspensão da licitação do transporte coletivo.
Parlamentares da oposição afirmaram que a crise já era anunciada e criticaram a relação mantida entre o poder público e a empresa responsável pela operação. Também houve questionamentos sobre a qualidade do serviço oferecido, a situação financeira da concessionária e a capacidade de a prefeitura encontrar uma solução imediata.
Outro ponto levantado foi a possibilidade de medidas mais duras, como intervenção na empresa, abertura para transporte alternativo e convocação de representantes da concessionária para prestar esclarecimentos na Câmara.
Os vereadores também defenderam mais transparência sobre os contratos, subsídios e a situação financeira da empresa, diante das denúncias envolvendo atrasos de salários, falta de repasses trabalhistas e precariedade na prestação do serviço.
Já o vereador Samir Bestene, da base aliada, afirmou que a situação chegou ao limite e defendeu uma solução urgente para melhorar o transporte coletivo da capital.
Segundo ele, a empresa já não tem condições de continuar prestando o serviço da forma como vem sendo feito e os trabalhadores também estão sendo prejudicados pela crise.
As discussões ocorreram em meio ao prazo de 48 horas estabelecido pela prefeitura para tentar encontrar uma saída para o impasse, enquanto a cidade segue enfrentando um dos momentos mais delicados da história recente do transporte coletivo.
