Há momentos na história de uma nação em que o silêncio deixa de ser prudência e passa a ser omissão. E acredito que estamos vivendo exatamente isso.
O Brasil atravessa um período de insegurança institucional, desconfiança popular e crescente sensação de injustiça. Parte significativa dessa inquietação se concentra em decisões e rumos adotados no âmbito federal, que têm provocado questionamentos legítimos da sociedade.
Não se trata de disputa partidária. Mas de princípios.
Quando escândalos envolvendo o INSS vêm à tona, quando decisões judiciais provocam questionamentos legítimos da sociedade e quando instituições parecem distantes do cidadão comum, algo está errado. A política não pode ser esconderijo para corruptos. E a Justiça não pode cometer injustiça.
Defender o impeachment do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não é um gesto de ódio. É um instrumento constitucional previsto justamente para momentos de ruptura de confiança. O impeachment não é golpe; é mecanismo legal. Foi assim em outros períodos da nossa história e deve continuar sendo tratado dentro dos limites da Constituição.
Da mesma forma, é legítimo que decisões do Supremo Tribunal Federal sejam debatidas pela sociedade. Nenhuma instituição está acima da crítica pública quando suas ações impactam diretamente a vida de milhões de brasileiros.
A liberdade também é um valor central. A situação de pessoas presas após os atos de 8 de janeiro levanta discussões que precisam ser enfrentadas com serenidade, equilíbrio e respeito aos direitos individuais. O Brasil não pode naturalizar excessos.
Por isso, no dia 1º de março, às 15h, no Lago do Amor, em Rio Branco, realizaremos o ato público Acorda Brasil. Um encontro para reafirmar valores, defender princípios e expressar, de maneira pacífica e democrática, o sentimento de quem acredita em um Brasil mais justo.
Teremos também um momento de oração. Porque entendemos que o Brasil precisa de estabilidade, equilíbrio e reconciliação. Precisamos resgatar a esperança de que nossos filhos herdarão um país mais justo, com instituições sólidas e com respeito à Constituição.
A democracia não se fortalece com medo. Se fortalece com participação.
O Brasil precisa acordar. E a hora é agora.
