A condenação do policial penal acusado de matar um trabalhador e ferir uma mulher durante a Expoacre foi mantida pela Justiça do Acre após análise de recurso apresentado pela defesa.
A decisão foi tomada por unanimidade pela Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC), que rejeitou o pedido de anulação do julgamento envolvendo Raimundo Nonato Veloso Neto. O agente havia sido condenado a 19 anos e 10 meses de prisão em regime fechado pelos crimes de homicídio qualificado, lesão corporal e importunação sexual.
O caso envolve a morte de Weslei Santos da Silva, além de agressões e importunação sexual contra a namorada da vítima durante a Expoacre.
No recurso, a defesa alegou que a decisão dos jurados teria sido contrária às provas reunidas no processo e apontou supostas contradições no julgamento.
Ao votar pela rejeição do pedido, a desembargadora Denise Castelo Bonfim afirmou que o Tribunal do Júri seguiu uma das versões apresentadas ao longo do processo e que a discordância da defesa, por si só, não justifica a anulação da sentença. O entendimento foi acompanhado pelos demais integrantes da Câmara Criminal.
Com a decisão, permanece válida a condenação de 19 anos e 10 meses de reclusão imposta ao policial penal.
