Um taxista, suspeito de cobrar mais de R$ 30 mil de um torcedor do Boca Juniors por uma corrida em São Paulo, teve o carro apreendido por irregularidades pela SPTrans. A prefeitura da capital paulista informou ao Terra que o Cadastro Municipal de Condutores de Táxi (Condutax) também foi cancelado.
O turista argentino estava na cidade com o filho para assistir à partida entre São Paulo e Boca Juniors, válida pelas quartas‑de‑final da Copa Sul‑Americana. Na manhã de 15 de setembro, data da partida, ele solicitou um táxi no bairro Morumbi com destino ao Museu do Futebol, na zona oeste.
Ao término da corrida, o motorista informou que o valor seria de R$ 30,75. O pagamento foi efetuado via Pix, mas o débito registrado no extrato foi de R$ 30.350.
Sem resposta ao contato pelo Whats App, o torcedor afirmou que não desejava recorrer à polícia. Em seguida, dirigiu‑se à 1ª Delegacia de Polícia de Atendimento ao Turista (DEATUR) e registrou a ocorrência.
Em depoimento à polícia, o taxista reconheceu ter recebido o pagamento, mas alegou que acreditava tratar‑se de “doação” ou “gorjeta”. Ele declarou ainda que não teria condições de quitar o total, pois já havia utilizado R$ 19 mil para pagar dívidas, e que avaliaria a possibilidade de devolução parcelada. O condutor foi indiciado por estelionato eletrônico.
Segundo o delegado Luiz Alberto Guerra, a vítima entregou o celular ao motorista para que este efetuasse a transação, o que possibilitou a prática de má‑fé. O aparelho e a máquina de pagamentos foram apreendidos pela Polícia Civil e serão submetidos a perícia para verificar eventual fraude além da manipulação do Pix.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) ainda não se pronunciou sobre o caso, apesar de o Terra ter solicitado informações. A SPTrans confirmou a apreensão do veículo e a Prefeitura de São Paulo informou que o Departamento de Transportes Públicos (DTP) está à disposição das autoridades policiais para prestar o apoio necessário.
A investigação segue em curso, com a perícia dos equipamentos apreendidos e a análise das circunstâncias que levaram ao pagamento indevido.
Fonte: Terra Brasil
