Apreensão de celulares em presídio põe agentes sob suspeita

A troca de mensagens em um grupo do aplicativo WhatsApp entre policiais penais, às quais o site oacreagora.com teve acesso na manhã desta terça-feira (12), revela a preocupação de alguns com a imagem da categoria neste momento em que os presos, sem visitas, são flagrados com contrabando. Um deles afirma que nas últimas três revistas realizadas no pavilhão ‘P’ do Francisco d’Oliveira Conde foram encontrados entorpecentes e mais de 60 aparelhos celulares.

“Lembro aos senhores que estamos na pandemia e não está tendo visita. Então a correria lá dentro está sendo grande”, lamenta um policial penal, acrescentando que a ‘corrupção’ entre a membros da categoria é perceptível.

Esse mesmo policial penal ainda precifica os itens que continuam a ser confiscados no presídio: celulares chegam a R$ 3 mil e um pacote de fumo a R$ 300.

Um segundo agente admite que a denúncia dos fatos, por meio do programa Gazeta Alerta, mancha a reputação da categoria. E vai além:

“A gente sabe que isso não é de agora. Muitos nós já sabemos quem são. O problema é que sei lá… não sei se é porque os caras têm medo de investigar, de denunciar junto ao Ministério Público, junto ao Gaeco e fazer uma investigação aprofundada pra pegar esses caras”, diz ele.  

O policial penal afirma ainda que todos sabem que nos últimos anos só foram flagrados aqueles que ‘estavam tão acostumados’ a levar contrabando para dentro dos presídios que ‘vacilaram e foram pegos’.

A seguir os áudios aos quais o site teve acesso. As vozes foram distorcidas para evitar a identificação dos servidores.

Policial penal 1
Policial penal 2

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