Sem qualquer avanço nas negociações, a paralisação parcial dos ônibus em Rio Branco chegou ao segundo dia nesta quarta-feira (15), mantendo parte da frota fora de circulação e ampliando os transtornos para quem depende do transporte coletivo.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros e Cargas do Estado do Acre (Sinttpac), Antônio Neto, a categoria mantém a estratégia de deixar 30% da frota parada enquanto aguarda uma resposta das empresas.
De acordo com o sindicato, não houve qualquer contato por parte da Ricco Transportes, principal alvo das reclamações, desde o início do movimento na terça-feira (14).
A paralisação ocorre em meio a uma série de pendências apontadas pelos trabalhadores, que reclamam de atraso no pagamento de salários, falta de depósitos de FGTS e INSS e problemas no repasse de empréstimos consignados e convênios.
Segundo Antônio Neto, os valores são descontados diretamente dos contracheques, mas não estariam sendo enviados aos bancos e instituições responsáveis.
“A reivindicação é atraso de salário, depósito de FGTS, INSS e pagamento de consignado que a empresa desconta do trabalhador e não repassa para os bancos. Isso está levando o trabalhador para o nome no Serasa”, afirmou.
O sindicato também afirma que os repasses de mensalidades sindicais e convênios estão interrompidos desde dezembro, situação que compromete tanto os serviços prestados aos trabalhadores quanto a manutenção da entidade.
Enquanto não há acordo, a população segue enfrentando dificuldades para se deslocar pela capital. Nas paradas, o tempo de espera continua elevado e muitos passageiros estão recorrendo a alternativas mais caras, como aplicativos de transporte e mototáxi, para conseguir chegar ao trabalho ou à escola.
