Segurança Pública do Acre mantém atuação permanente na Terra Indígena Ashaninka

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre (Sejusp) segue realizando ações de proteção na Terra Indígena Kampa do Rio Amônia, em Marechal Thaumaturgo, apesar do encerramento da Operação Atalaia neste sábado, 25. O trabalho é desenvolvido pelo Grupo Especial de Operações em Fronteira (Gefron) e pelo Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), em conjunto com órgãos federais, para garantir a segurança do povo Ashaninka e reforçar a presença do Estado na zona de fronteira.

A mobilização das forças de segurança começou após denúncia de invasão armada ao território indígena e de ameaças dirigidas às lideranças da comunidade. Desde então, equipes especializadas têm realizado patrulhamento fluvial e terrestre, levantado informações, apoiado ações de inteligência e mantido acompanhamento permanente da situação.

Embora a Operação Ashaninka tenha sido concluída em 14 de julho e a Operação Atalaia tenha sido encerrada neste sábado, as ações de segurança permanecem dentro de uma operação integrada de maior alcance, coordenada pelo Centro Integrado sediado em Manaus, que reúne órgãos estaduais, federais e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, José Américo Gaia, ressaltou que a atuação das forças de segurança continua firme para assegurar a proteção das comunidades tradicionais. “Desde o primeiro momento em que recebemos a denúncia, determinamos uma resposta rápida das nossas forças especializadas. A proteção dos povos originários é prioridade para a Segurança Pública do Acre”, afirmou.

Durante as operações, todos os suspeitos de participação na invasão foram identificados e qualificados pelas equipes. Contudo, em razão da proximidade da Terra Indígena com a fronteira Brasil‑Peru, os envolvidos fugiram para o território peruano antes da chegada das forças e permanecem foragidos.

As informações produzidas foram consolidadas em relatório técnico elaborado pela Sejusp, documento que subsidiará futuras ações conjuntas entre autoridades brasileiras e peruanas, com o objetivo de localizar, responsabilizar e capturar os envolvidos.

O Gefron mantém o reforço do patrulhamento fluvial na região, enquanto as equipes de inteligência continuam produzindo dados estratégicos para orientar novas ações operacionais e fortalecer o enfrentamento aos crimes transfronteiriços.

O coordenador do Gefron, coronel Assis dos Santos, destacou que o monitoramento permanece constante devido às características estratégicas da área. “O trabalho do Gefron segue de forma permanente na região do rio Amônia. Intensificamos o patrulhamento fluvial, monitoramos as rotas usadas por organizações criminosas e atuamos de forma integrada com as demais forças de segurança. Nosso compromisso é impedir novas ações criminosas, ampliar a sensação de segurança da população indígena e garantir resposta rápida a qualquer ameaça identificada”, enfatizou.

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