Seac pede que governo crie Comitê de Crise para terceirizados

O Sindicato das Empresas Prestadoras de Serviços Terceirizáveis do Estado do Acre (Seac) encaminhou ofício ao chefe da casa civil do Estado, Ribamar Trindade, solicitando que seja criado um comitê de crise direcionado exclusivamente ao segmento que emprega aproximadamente 15.000 pessoas no Acre.

O ofício enviado a Ribamar faz questão de mencionar que 85% do que as empresas recebem são gastos em pagamento de salários, benefícios, encargos sociais, impostos e clausuras da CCT. O documento alerta também para um possível “efeito dominó” caso ocorra qualquer descontinuidade nos pagamentos  das atividades por parte do executivo estadual.

O empresário Jebert Willyans, referência no ramo da terceirização no estado, falou à reportagem de oacreagora.com que o governo já tomou algumas medidas relacionadas a outros setores, mas que em relação a terceirização nada ainda foi feito. “O governo já sentou para conversar com a Federação do Comércio, com a Federação da Indústria, mas com o nosso segmento ainda não”, disse.

O empresário reforça que ao contrário do Governodo Estado, a Prefeitura Municipal de Rio Branco quitou todos os pagamentos que estavam pendentes da gestão anterior, está com os pagamentos em dia e tá querendo antecipar os salários dos trabalhadores terceirizados. “A prefeita vai antecipar os salários dos servidores, mas também coloca os terceirizados na lista, ou seja, dá a mesma importância. O Governo do Estado não demonstra essa preocupação com a gente e isso é preocupante. E pior: não senta conosco para dialogar”, falou Jebert.

O presidente do Seac, Bruno Moraes, falou que a criação do Comitê de Crise visa sobretudo que nenhuma medida seja tomada pelo executivo sem que seja antes pensada e programada pelo Conselho. “O que a gente deseja com esse ofício enviado ao chefe da casa civil é que qualquer medida antes de ser tomada, seja amplamente debatida entre o sindicato dos trabalhadores terceirizados, o governo e o Seac. Para que todos tenham tempo de se programar e assim evitar uma quebradeira geral”, afirmou ele.

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