Enquanto o Brasil apresenta redução nos registros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), o Acre segue caminho oposto e permanece em um cenário considerado preocupante. Dados recentes do sistema InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontam que o estado mantém nível de risco, com aumento progressivo de casos nas últimas semanas.
A avaliação tem como base a Semana Epidemiológica 3, que abrange o período de 18 a 24 de janeiro. O levantamento mostra que Acre, Amazonas e Roraima apresentam incidência de SRAG classificada entre risco e alto risco, com crescimento consistente observado ao longo das últimas seis semanas.
De acordo com a Fiocruz, o principal fator por trás do aumento dos casos no Acre é a maior circulação do vírus influenza A. A infecção tem afetado principalmente jovens, adultos e idosos. Entre as crianças pequenas, o vírus sincicial respiratório continua sendo uma das principais causas de internações por quadros respiratórios graves.
Diante desse cenário, a Fiocruz reforça a necessidade de ampliar a cobertura vacinal contra a influenza no estado. A orientação é voltada principalmente aos grupos mais suscetíveis a complicações, como idosos, povos indígenas e pessoas com doenças crônicas. A instituição destaca que a vacina é segura e continua sendo a principal estratégia para reduzir internações e mortes associadas à gripe.
Em âmbito nacional, o boletim aponta que, entre os casos positivos de SRAG registrados nas últimas quatro semanas epidemiológicas, a maior proporção foi associada ao rinovírus, seguida pela Covid-19 e pela influenza A. Entre os óbitos, a Covid-19 permanece como a principal causa, mas a influenza A já aparece como a segunda maior responsável, evidenciando a importância da vigilância contínua sobre os vírus respiratórios em circulação no país.
