‘Saída descontrolada’ de gado do Acre elevou preço da carne, diz sindicato

O Sindicato das Indústrias de Frigoríficos e Matadouros do Estado do Acre (Sindicarnes/AC) afirma que a saída descontrolada de bezerros, garrotes e bois nos últimos dois anos é a principal responsável pelo aumento do preço da carne no Acre. Em nota, a entidade denuncia também que o transporte dos animais se daria de forma irregular, o que afeta ainda mais a economia local.

Segundo o texto, o Sindicarnes vem alertando o governo do estado sobre o problema nos últimos seis meses.

“Diversas reuniões com os órgãos estaduais já foram realizadas, no entanto, até o momento não houve nenhuma medida concreta e efetiva para impedir a continuidade ‘na fuga’ de semoventes, de forma irregular, para os outros estados”, diz a mensagem.

O sindicato sustenta que a rebanho de gado bovino diminuiu 18% entre 2019 e 2020.

Outra razão para o aumento do preço da carne seriam as exportações do produto para a China.

Leia o texto na íntegra:

O Sindicato das Indústrias de Frigoríficos e Matadouros do Estado do Acre (Sindicarnes/AC) vem a público esclarecer a sociedade acreana as razões pelas quais houve recorrente elevação do preço da carne bovina.

O primeiro motivo decorre do aumento das exportações da carne bovina, em especial para a China, impactando na compra do gado junto ao produtor e no comércio local.

O segundo motivo, este, sim, mais importante e grave, é o fato de que os bezerros, garrotes e bois, nos últimos dois anos, foram retirados do Acre para outros estados da Federação, razão pela qual houve uma diminuição da oferta do produto no mercado local.

O fato é que a saída descontrolada dos animais do Estado vem ocorrendo de forma irregular, inclusive com possível cometimento de crimes tributários, conforme matérias jornalísticas publicadas na imprensa acreana relatando a situação.

É certo que os abates diminuíram no último quadriênio (2016-2019), conforme dados do IDAF e IBGE. E, vale frisar novamente: o transporte irregular de semoventes para outros estados prejudica a indústria acreana, pois há perda da sua matéria-prima, que são o boi e a vaca.

O rebanho estadual no ano de 2019 era de 3.513.820 (três milhões, quinhentos e treze mil, oitocentos e vinte) cabeças de gado, ao passo que, no recadastramento de junho de 2020, esse número foi reduzido em 18%, passando para 2.889.247 (dois milhões, oitocentos e oitenta e nove mil, duzentos e quarenta e sete). Ou seja, uma drástica diminuição de 624.573 (seiscentos e vinte e quatro mil, quinhentos e setenta e três) no rebanho bovino.

O Sindicarnes, preocupado com essa situação, que impacta não só na atividade econômica, mas também atinge o bolso da sociedade acreana, vem alertando o Governo do Estado do Acre sobre essa problemática nos últimos 6 meses.

Diversas reuniões com os órgãos estaduais já foram realizadas, no entanto, até o momento não houve nenhuma medida concreta e efetiva para impedir a continuidade ‘na fuga’ de semoventes, de forma irregular, para os outros estados.

O Sindicarnes/AC lamenta pela demora na resolução do problema, que segue prejudicando os produtores, a indústria e, principalmente, a população.

 José Aristides Junqueira Franco Júnior

Representante do Sindicarnes/AC

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