O deslocamento de pessoas nascidas no Acre para outras unidades da federação segue concentrado, principalmente, em estados vizinhos e em regiões com maior dinamismo econômico. Dados do Censo Demográfico de 2022, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelam que a maior parte dos acreanos que vivem fora do estado optou por destinos nas regiões Norte e Centro-Oeste, embora haja presença relevante no Sul e no Sudeste.
Rondônia aparece como o principal destino dessa migração, reunindo mais de 30 mil moradores naturais do Acre. Na sequência, o Amazonas concentra pouco mais de 27 mil acreanos, confirmando a forte relação migratória entre estados próximos geograficamente.
Entre os destinos fora da Região Norte, Mato Grosso e Santa Catarina se destacam com números semelhantes de residentes nascidos no Acre, ambos próximos de sete mil pessoas. São Paulo surge logo depois, mantendo seu papel de polo de atração populacional, seguido por Goiás, que também apresenta fluxo expressivo de migrantes acreanos.
No Sul do país, o Paraná lidera a recepção de acreanos, enquanto no Sudeste o Rio de Janeiro aparece como outro destino relevante. Já o Pará, embora faça parte da Região Norte, registra um volume menor de migrantes em comparação com os estados que lideram o ranking.
O Distrito Federal também figura entre os principais locais de residência de acreanos fora do estado. A capital federal atrai especialmente pessoas em busca de oportunidades profissionais, concursos públicos e acesso à educação superior.
Segundo o IBGE, o padrão identificado pelo Censo de 2022 indica que a migração acreana ocorre, majoritariamente, em direção a estados com maior oferta de trabalho, estudo e serviços, além de proximidade territorial, fatores que continuam moldando esse movimento populacional.
