A confirmação de dois casos de sarampo em Rio Branco levou a reumatologista Talita de Oliveira Ribeiro a publicar um alerta sobre a vacinação de pessoas que utilizam medicamentos imunossopressor. Em postagem nas redes sociais, a médica explicou que a tríplice viral contém vírus vivos atenuados e pode ser contraindicada para esse grupo.
Segundo Talita, os casos foram registrados em uma criança de 11 meses e em uma mulher de 30 anos. Ela ressaltou que a confirmação dos diagnósticos, por si só, não significa que haja transmissão local da doença.
O principal alerta é direcionado a pessoas que passam por imunossupressão significativa, incluindo pacientes que utilizam medicamentos biológicos, inibidores de JAK e determinados imunossupressores. Nesses casos, a vacinação precisa ser avaliada pelo médico responsável pelo tratamento.
A tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola. Na publicação, Talita destacou a recomendação da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) de duas doses a partir dos 12 meses, com intervalo mínimo de um mês. Na infância, o esquema habitual ocorre aos 12 e aos 15 meses. Para pessoas a partir dos 60 anos, a indicação deve considerar a suscetibilidade e o risco epidemiológico.
Transmitido pelo ar, o sarampo pode provocar febre, manchas avermelhadas pelo corpo, tosse e coriza. A infecção também pode evoluir com complicações graves, como pneumonia e encefalite.
A médica orientou as famílias a conferirem as carteiras de vacinação e identificarem possíveis doses em atraso. Segundo ela, a Vigilância Epidemiológica de Rio Branco informa uma cobertura vacinal superior a 98%.
“Então, esses dois casos são novos. O momento agora é da gente ficar atento. As autoridades de saúde estão fazendo esse acompanhamento. Ainda não tem indicação de vacinação em massa, como, por exemplo, acontece nos surtos e nas pandemias. Mas a gente vai ficar de olho. O que eu vim aqui alertar é que os pacientes que usam imunossupressor não podem tomar a vacina contra o sarampo”, disse.
