Renan Santos (Missão) afirmou nesta terça-feira (25) que não se arrepende das ofensas dirigidas à primeira‑dama Rosângela da Silva, a Janja, durante o debate transmitido pela TV Bandeirantes em parceria com o Estadão e um pool de veículos.
Ele declarou que, se Janja fosse uma primeira‑dama discreta, permanecendo apenas no papel institucional, não seria alvo de críticas. “Pessoalmente, não tenho nada contra a Janja”, acrescentou, afirmando que ela quer aparecer, falar e, portanto, arcar com as consequências, chamando‑a “desagradável” e negando qualquer intenção misógina.
Renan sugeriu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficou incomodado com as declarações sobre sua esposa e que “ele que vá ao debate e faça a defesa” da primeira‑dama.
No mesmo debate, o candidato criticou a ausência de Lula, dizendo que o presidente preferiu ficar com “aquela Janja” ao invés de comparecer ao programa, e insinuou que o petista poderia encontrar “companhias melhores”.
Em resposta, Janja divulgou nota de repúdio, qualificando a fala de Renan como “misógina”. Segundo a nota, a declaração não constitui crítica política, mas uma tentativa de “deslegitimar e ridicularizar a figura da mulher” como estratégia para atacar um adversário.
Renan reiterou a falta de arrependimento ao participar de um fórum promovido pela Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), onde apresentou propostas para o setor. No evento, vestiu uma camiseta provocativa com a frase “Cadê o dinheiro dos velhinhos?” dirigida ao filho de Lula, Fábio Luís da Silva (Lulinha), investigado em quatro inquéritos, inclusive por desvios no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
Ele avaliou sua participação no debate da TV Bandeirantes como “muito boa”, afirmando ser o participante que mais se destacou, que se tornou mais conhecido, apresentou propostas e mostrou a indignação do brasileiro.
Sobre seus adversários, Renan declarou ter sido “respeitoso” com Augusto Cury (Avante) e Ronaldo Caiado (PSD), descrevendo‑os como pessoas honestas, embora com divergências de programa, e acusou Lula e Flávio Bolsonaro (PL) de envolvimento em escândalos de corrupção. Também qualificou eleitores de Lula, exceto beneficiários de programas sociais, como “canalhas”, e afirmou que pretende conquistá‑los “falando a verdade”, ainda que os ofenda.
Fonte: Estadão Política
