Reforma do IR isenta quase metade dos professores no Acre

Quase metade dos professores da rede básica no Acre deve deixar de pagar Imposto de Renda após as mudanças recentes na tributação. O impacto da nova tabela é apontado em estudo divulgado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, que analisou os efeitos da reforma sobre a categoria no estado.

O levantamento indica que a ampliação da faixa de isenção alterou de forma significativa o perfil de tributação dos docentes acreanos, especialmente entre aqueles com salários mais baixos. Antes das mudanças, pouco mais de um em cada dez professores não pagava o imposto. Com as novas regras, esse grupo passa a representar quase metade da categoria.

A alteração na tabela do Imposto de Renda foi sancionada em novembro pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e está prevista na Lei nº 15.270/2025. A norma ampliou a isenção para rendimentos mensais de até R$ 5 mil e instituiu descontos progressivos para quem recebe até R$ 7.350.

Outro efeito destacado pelo estudo é a redução expressiva do número de professores enquadrados na alíquota mais alta do imposto. No Acre, esse grupo representava mais da metade dos docentes antes da mudança e passa a corresponder a apenas um quarto após a nova legislação. A faixa intermediária também encolheu, passando a concentrar profissionais que agora contam com abatimentos no valor devido.

Com isso, a avaliação é de que a reforma amplia a renda disponível dos professores ao longo do ano, seja pela isenção integral do tributo ou pela diminuição do imposto pago mensalmente, alterando de forma direta o orçamento de grande parte da categoria no estado.

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