Quilo da picanha passa de R$ 81 nos supermercados de Rio Branco

O preço da carne voltou a pesar no bolso dos consumidores em Rio Branco. Levantamento do Programa de Educação Tutorial de Economia da Universidade Federal do Acre (PET Economia-Ufac) mostra que a picanha chegou a R$ 81,73 por quilo nos supermercados da capital acreana em junho.

Nos açougues, o mesmo corte foi encontrado por preço médio de R$ 68,85. A diferença entre os dois canais de venda chega a R$ 12,88 por quilo.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 12 de junho, em 70 açougues e nas principais redes de supermercados de Rio Branco. O levantamento faz parte do Observatório do Preço das Carnes, iniciativa do PET Economia-Ufac voltada ao acompanhamento dos preços de alimentos na capital.

A maior diferença foi registrada no filé. Nos açougues, o quilo ficou em R$ 69,20. Nos supermercados, o preço médio chegou a R$ 92,42, diferença de R$ 23,22 por quilo.

Outros cortes também ficaram mais caros nas grandes redes. A alcatra foi encontrada por R$ 46,94 nos açougues e R$ 52,99 nos supermercados. O contra filé passou de R$ 47,11 para R$ 54,62, enquanto a fraldinha variou de R$ 38,01 para R$ 45,12.

O coxão mole teve preço médio de R$ 39,20 nos açougues e R$ 47,06 nos supermercados. Já o coxão duro foi vendido por R$ 34,20 nos açougues e R$ 41,32 nas grandes redes. Entre os cortes mais baratos, o fígado ficou em R$ 14,34 nos açougues e R$ 17,24 nos supermercados.

O levantamento também aponta alta mensal em vários produtos. Nos supermercados, o filé teve o maior reajuste, com aumento de 24,62%. Em seguida aparecem a alcatra, com alta de 23,26%, e o contra filé, que subiu 20,78%.

Nos açougues, as variações foram menores. O fígado teve o maior aumento, de 10,15%, seguido pelo contra filé, com 7,45%, e pela picanha, com 5,46%.

Os dados indicam que pesquisar preços antes da compra pode fazer diferença no orçamento das famílias, especialmente nos cortes mais caros. Em praticamente todos os itens analisados, os açougues apresentaram preços médios menores que os supermercados.

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