A semifinal da Copa do Mundo de 2026 entre Argentina e Inglaterra será disputada nesta quarta-feira (15) a partir das 16h (horário de Brasília). Antes do duelo, cinco especialistas da BBC apresentaram suas previsões.
Chris Sutton, ex‑jogador inglês e comentarista da BBC Sport e da BBC Radio 5 Live, afirmou que a Inglaterra dificilmente terá outra oportunidade tão boa de chegar à final. “Sem dúvida, prefiro enfrentar a Argentina à Suíça. Imagino que Thomas Tuchel e os jogadores estejam satisfeitos, porque acreditam que podem criar dificuldades para a seleção argentina”, disse.
Andy Cryer, jornalista esportivo da BBC, considera a Argentina ligeira favorita. “O receio em relação a Messi é grande, embora os torcedores ingleses também conheçam o potencial de Enzo Fernández, Alexis Mac Allister, Julián Álvarez e companhia”. Cryer ainda destacou que nenhuma das duas equipes tem apresentado o melhor futebol até o momento.
Para Cryer, o avanço de ambas as seleções dependeu de momentos de genialidade individual: “Messi, no caso da Argentina, e Harry Kane e Jude Bellingham, no da Inglaterra”. Ele reforçou que a partida será decidida por lances de destaque.
Sutton avalia que a Inglaterra chegou à semifinal graças a lances decisivos de alguns jogadores e a um caminho relativamente favorável no torneio, mas ainda acredita que pode vencer a Argentina. “A Argentina é a atual campeã do mundo, tem uma equipe experiente e, claro, conta com Lionel Messi… mas, em comparação com algumas das grandes seleções argentinas do passado, esta equipe está longe de ser brilhante”, afirmou.
Philip Mc Nulty, também jornalista da BBC, elogia a força mental da Argentina e sua capacidade de reação, citando a virada contra o Egito nas quartas. “E ainda há o grande Messi… atualmente ele passa boa parte do tempo caminhando em campo, mas seus companheiros estão dispostos a fazer o trabalho pesado por ele porque conhecem seu potencial. Basta um único lance para decidir uma partida”, destacou, chamando o craque de “fator Messi”.
Adwaidh Rajan recordou que a partida ocorre 40 anos após Diego Maradona eliminar a Inglaterra nas quartas de 1986. “Será a primeira vez que Messi enfrentará a Inglaterra, o que torna tudo ainda mais empolgante”. Ele apontou Jude Bellingham, que marcou dois gols em cada um dos dois últimos jogos do mata‑mata, como o “camisa 10” da Inglaterra, e ressaltou que Harry Kane soma os mesmos seis gols da Copa.
Quanto às fragilidades, Mc Nulty indica que o meio‑campo argentino é sólido, mas a dupla de zaga pode ser vulnerável: “O temperamento de Cristian Romero pode ser imprevisível e a baixa estatura de Lisandro Martínez é um aspecto que os adversários podem explorar”. Sutton acrescenta que a defesa argentina mostrou fragilidade pelos lados, citando a substituição de Nahuel Molina e a possível dificuldade de Nicolás Tagliafico contra os atacantes ingleses.
Chris Collinson, especialista em estatísticas esportivas da BBC, aponta que a Argentina, atual campeã mundial, lidera os quatro semifinalistas em gols marcados (17) e tem a maior taxa de conversão (18%). “Nenhuma das duas seleções demonstrou solidez defensiva, o que indica que a semifinal tem tudo para ser um jogo com muitos gols”, concluiu.
Fonte: BBC News Brasil
