O ministro da Fazenda, Dario Durigan, declarou nesta segunda-feira (27) que o próximo presidente da República encontrará as contas públicas em situação melhor que a herdada pela atual gestão.
Em entrevista à Rádio Jornal de Pernambuco, o ministro assegurou que o Orçamento federal de 2027 não conterá despesas ocultas e que o documento a ser encaminhado ao Congresso em 31 de agosto não trará surpresas negativas.
Durigan ressaltou o compromisso com a responsabilidade fiscal para acalmar o mercado, afirmando que não haverá calote no pagamento de precatórios nem dívidas não quitadas com os governos estaduais, ao contrário do cenário registrado ao final da gestão anterior.
Segundo o ministro, o agravante da situação em 2022 foi a aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição que ampliou benefícios sociais poucos meses antes das eleições, injetando recursos sem observar as normas de finanças públicas.
Ele destacou que a equipe atual adota uma postura rigorosamente diferente, com forte contenção das despesas primárias e ampla transparência sobre o cofre nacional.
Durigan explicou que as recentes linhas de crédito lançadas pelo governo são iniciativas pontuais, com prazo máximo de três meses, e não gerarão desequilíbrios para o próximo exercício.
O ministro ainda apontou que a inflação, atualmente abaixo de 5%, é a menor registrada no mandato, e que o principal desafio econômico do país permanece a elevada taxa de juros.
Por fim, Durigan afirmou que a União busca maior eficiência nos gastos, bloqueia propostas legislativas que aumentem despesas obrigatórias e tem dialogado intensamente com o Supremo Tribunal Federal, a Câmara dos Deputados e o Senado para destravar pautas vitais.
Fonte: Poder Economia
