Produção industrial recua 0,2% em maio, interrompendo alta de quatro meses

Nesta sexta-feira (3), o IBGE informou que a produção industrial brasileira recuou 0,2% em maio, na comparação com abril, segundo série com ajuste sazonal. Trata‑se do primeiro resultado negativo após quatro meses consecutivos de crescimento, período em que o setor acumulou alta de 4,4%. Mesmo com a queda, a indústria ainda opera 13% abaixo do pico histórico registrado em maio de 2011.

O recuo de maio concentrou‑se em dois segmentos. A produção de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis caiu 6,1%, enquanto as indústrias extrativas registraram baixa de 2,6%. André Macedo, gerente da pesquisa, destacou que ambos os segmentos interromperam sequências de cinco meses de expansão.

A queda nos derivados de petróleo refletiu, sobretudo, a redução na produção de álcool etílico e gasolina. Nas indústrias extrativas, a diminuição foi impulsionada pela menor produção de minério de ferro, de óleos brutos de petróleo e de gás natural. Em sentido contrário, produtos farmoquímicos e farmacêuticos avançaram 13,1%, veículos automotores, reboques e carrocerias cresceram 4,1% e produtos químicos subiram 3,1%.

A indústria farmacêutica encerrou uma sequência de quatro quedas, enquanto o setor automobilístico registrou o quinto mês consecutivo de crescimento.\n\n Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não duráveis tiveram a maior retração, de 1,3%, seguidos por bens intermediários (-0,4%) e bens de capital (-0,2%).

Apenas bens de consumo duráveis apresentaram alta de 3,6%, recuperando parte da queda registrada em abril. Comparada a maio de 2025, a produção variou 0,2%. No acumulado de 2026, o setor registra alta de 1,4%, sustentada principalmente pelas indústrias extrativas e pelo segmento de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis.\n\n Em doze meses, o crescimento desacelerou para 2,8%.

Mesmo com o recuo em maio, o resultado indica que a indústria mantém parte dos ganhos obtidos desde o início do ano. O desempenho do setor continua sendo acompanhado pelo mercado, dada a sua influência sobre a atividade econômica no segundo trimestre, em um cenário de juros elevados, com a taxa Selic em 14,5% ao ano.

Fonte: Poder Economia

Gostou deste artigo?

Facebook
Twitter
Linkedin
WhatsApp

© COPYRIGHT O ACRE AGORA.COM – TODOS OS DIREITOS RESERVADOS. SITE DESENVOLVIDO POR R&D – DESIGN GRÁFICO E WEB