Junho começa no Acre trazendo características típicas da época mais fria e seca do ano. A expectativa é de redução das chuvas, aumento dos períodos de estiagem e a chegada das primeiras friagens mais intensas de 2026, segundo previsão do pesquisador meteorológico Davi Friale.
O mês marca a transição para o inverno amazônico e favorece o avanço de massas de ar polar sobre o estado, fenômeno responsável pela queda das temperaturas.
“Junho chegando! É o mês do início do inverno, ou seja, o mês dos dias mais curtos, do tempo seco e do aumento das ondas de frio no Acre!”, escreveu Friale em suas redes sociais.
De acordo com o pesquisador, os termômetros devem registrar temperaturas ligeiramente abaixo da média histórica para o período. As condições atmosféricas e oceânicas observadas atualmente indicam um comportamento climático próximo da normalidade ao longo do mês.
Além do frio mais frequente, junho costuma apresentar uma redução significativa no volume de chuvas em comparação com maio, consolidando o início da estação seca em diversas regiões do estado.
Apesar disso, a passagem de frentes frias ainda poderá provocar episódios de instabilidade, com pancadas de chuva, descargas elétricas e ventos fortes, especialmente durante a chegada das massas de ar polar.
A previsão aponta para a ocorrência de duas ondas de frio com potencial para provocar friagens no Acre. O fenômeno costuma derrubar as temperaturas principalmente durante a madrugada e nas primeiras horas da manhã.
Dados históricos mostram a intensidade que essas incursões polares podem alcançar. Em anos anteriores, Rio Branco registrou mínima de 7,8°C em junho, enquanto Tarauacá chegou a 10,8°C, entre as menores temperaturas observadas para o mês.
Com a aproximação do inverno, a tendência é de predominância de dias ensolarados, noites mais frias e baixa umidade relativa do ar em boa parte do estado.
