O prefeito de Brasileia, Carlinhos do Pelado (PP), manifestou-se na sexta-feira (6) sobre o assassinato da médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, e fez um apelo às autoridades estaduais para que não autorizem uma eventual transferência do procurador municipal Francisco Valadares Neto para outro estado. Ele é investigado por suspeita de ser o mandante do crime, ocorrido em 2 de novembro, no município.
Durante o pronunciamento, o prefeito demonstrou preocupação com a possibilidade de o investigado ser encaminhado para fora do Acre. Segundo ele, a medida poderia facilitar uma eventual fuga e prejudicar a responsabilização dos envolvidos no assassinato.
Carlinhos cobrou o esclarecimento do caso e defendeu que todos os envolvidos sejam responsabilizados conforme a lei.
“A pessoa que fez isso tem que pagar, não com a morte, mas com a cadeia. Todos os envolvidos que participaram, que seja feita a justiça”, declarou.
O gestor também direcionou um apelo à governadora Mailza Assis e à vice-governadora, pedindo que acompanhem a situação do investigado e impeçam uma possível transferência para fora do estado.
“Que a nossa governadora, que é uma mulher, que a vice-governadora, que é outra mulher, não deixem que usem estratégias para tirar este indivíduo do Acre, para que ele consiga também fugir e curtir a sua vida novamente”, afirmou.
A manifestação ocorreu após a circulação de informações sobre uma possível transferência de Francisco Valadares Neto para São Paulo. Em resposta, a Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) informou que não havia solicitação formal nem procedimento em andamento para o encaminhamento do investigado por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD).
Francisco é investigado por suspeita de envolvimento no assassinato da ex-companheira. Elyne foi morta a tiros enquanto estava sentada à mesa, na área externa de um gastrobar, em Brasileia.
A médica possuía medidas protetivas contra o ex-companheiro, que era monitorado por tornozeleira eletrônica. Após o crime, a Justiça decretou a prisão preventiva do investigado, a pedido do Ministério Público do Estado do Acre (MPAC).
O assassinato gerou comoção no município e provocou manifestações de familiares, amigos e moradores, que passaram a cobrar esclarecimentos sobre o crime e a responsabilização dos envolvidos.
Ao encerrar o pronunciamento, Carlinhos do Pelado voltou a defender a elucidação do caso e a punição dos responsáveis.
“Nós não podemos deixar que isto aconteça. Que seja feita a justiça da terra, a justiça dos homens e, principalmente, a justiça de Deus”, concluiu.
