Os dados são da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta quinta-feira (10) pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) em parceria com o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Em comparação ao mesmo período de 2025, o custo da cesta subiu em 25 capitais e recuou em duas – Brasília, com queda de 0,64%, e Palmas, com redução de 0,27%.
São Paulo manteve o posto de capital mais cara do país, com a cesta básica a R$ 900,59, apesar da queda de 1,58% no mês.
Nas regiões Norte e Nordeste, onde a cesta tem composição própria, os menores valores foram registrados em Aracaju (R$ 570,98), Natal (R$ 627,42), Maceió (R$ 627,45) e Salvador (R$ 628,89).
A queda generalizada foi impulsionada por itens de hortifruti: a batata recuou em todas as 11 capitais do Centro‑Sul pesquisadas, com maior retração em Brasília (‑34,18%) e menor em São Paulo (‑14,65%). O tomate diminuiu em 22 das 27 capitais, destacando‑se Campo Grande (‑27,09%) e Manaus (‑26,99%). O café em pó recuou em 23 capitais, liderado por Rio (‑5,98%) e Vitória (‑5,74%).
Por outro lado, alguns produtos pressionaram a alta: o arroz agulhinha subiu em 23 cidades, sobretudo em Porto Alegre (+6,43%) e Brasília (+6,29%). O leite integral aumentou em 23 capitais, variando de 0,28% em São Paulo a 7,66% em Teresina. O pão francês subiu em 18 capitais devido ao encarecimento do trigo e da farinha. O óleo de soja também avançou em 18 capitais, influenciado pela demanda global e incertezas climáticas.
Com base na cesta mais cara, o Dieese estima que o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família de quatro pessoas foi de R$ 7.565,86 em agosto de 2026, equivalente a 4,67 vezes o salário mínimo vigente (R$ 1.621,00). Em julho, o valor era de R$ 7.687,01 (4,74 vezes o mínimo oficial).
O tempo médio de trabalho exigido para adquirir a cesta nas 27 capitais foi de 98 horas e 37 minutos em agosto, melhora em relação às 100 horas e 24 minutos de julho. O comprometimento do rendimento líquido do trabalhador, após desconto de 7,5% da Previdência Social, ficou em 48,46% para a compra dos alimentos básicos.
Fonte: Poder Economia
