O início de 2026 trouxe um impacto direto no preço da carne bovina para quem faz compras em Rio Branco. Um levantamento do Programa de Educação Tutorial (PET) Economia, da Universidade Federal do Acre, aponta que a transição de dezembro para janeiro foi marcada por aumentos relevantes em cortes amplamente consumidos pela população.
O estudo, que acompanha mensalmente os preços praticados em supermercados e açougues da capital acreana, indica que, apesar de um cenário geral de relativa estabilidade, alguns produtos registraram reajustes expressivos. O maior aumento foi observado no acém, que ficou 14,68% mais caro. Na sequência, o contrafilé teve alta de 11,87%.
De acordo com os pesquisadores do PET Economia, a elevação também atingiu outros cortes, embora de forma mais moderada. O filé subiu 3,90%, a fraldinha teve aumento de 3,42% e o patinho registrou alta de 2,70%. O movimento reflete pressões ao longo da cadeia produtiva e logística na região.
O boletim, no entanto, também apontou quedas pontuais. A bandeja de ovos com 30 unidades apresentou redução de 4,38% no período analisado. Entre as carnes, a picanha e a pá com osso tiveram recuos discretos, de 0,67% e 0,75%, respectivamente. Para os pesquisadores, essas quedas estão associadas a um ajuste natural da demanda após as compras concentradas no fim de ano.
Segundo a avaliação técnica do programa, o comportamento observado é característico do mês de janeiro, quando o comércio recompõe estoques e o consumo das famílias tende a se normalizar. Mesmo com os aumentos nos cortes populares, o estudo descarta, por ora, a existência de um processo inflacionário acelerado no curto prazo.
O monitoramento dos preços continuará sendo realizado mensalmente pelo PET Economia.
