Moradores de uma comunidade indígena do Jordão acionaram a Polícia Civil após perceberem uma movimentação considerada fora do comum na casa de uma mulher pertencente ao povo Kaxinawá, filha do vice-prefeito do município. A presença de dois homens no local levantou suspeitas e levou à intervenção das autoridades.
Quando a equipe comandada pelo delegado José Ronério da Silva chegou ao endereço, encontrou os dois indivíduos — identificados como “Caxiado” e “Caboco”, cobrando de forma ameaçadora um valor de R$ 9,4 mil. Segundo informações da polícia, a quantia seria uma cobrança ilegal atribuída a supostas obrigações relacionadas à aldeia da qual o vice-prefeito faz parte. O comportamento agressivo configurou crime de extorsão.
Os dois foram detidos em flagrante ainda dentro da residência. A Polícia Civil afirmou que a ação ocorreu de maneira rápida para evitar que o conflito se agravasse ou colocasse outras pessoas em risco.
Durante a operação, os agentes identificaram que um dos presos, conhecido como “Caboco”, responde a um inquérito por tortura contra um adolescente. O ato teria sido cometido a mando de um comerciante da cidade, que buscava represália após furtos atribuídos ao jovem. Além disso, tanto ele quanto “Caxiado” são investigados por outra denúncia de extorsão, desta vez contra a mãe do mesmo adolescente. As apurações indicam que os suspeitos utilizavam intimidação e violência para explorar pessoas vulneráveis na região.
