A Polícia Civil do Acre (PCAC) já identificou o homem que atirou e matou a médica Elyne de Assis Nogueira, de 39 anos, no município de Brasiléia. Em nota oficial, a corporação informou que o caso é investigado como feminicídio com emprego de pistolagem — quando um matador de aluguel é contratado para a execução. A principal hipótese aprofundada pelos investigadores é de que o crime tenha sido planejado e encomendado pelo ex-companheiro da vítima.
De acordo com o diretor do Departamento de Polícia da Capital e Interior, Alcino Ferreira Junior, que assina a nota, a médica chegou a acionar o “botão do pânico” — funcionalidade ativada em seu celular devido a uma medida protetiva anterior que ela já possuía contra o ex-marido. No entanto, o ataque foi rápido e não houve tempo hábil para que as forças de segurança impedissem o assassinato.
Logo após o crime, equipes da Polícia Militar realizaram perseguição ao atirador, mas ele conseguiu escapar. Como o executor já está devidamente identificado, a Polícia Civil mantém diligências ininterruptas para localizá-lo e efetuar sua prisão.
Execução
O crime, classificado como brutal pelas autoridades, ocorreu a poucos metros do 5º Batalhão da Polícia Militar e foi registrado por câmeras de segurança. Elyne estava sentada na calçada de um bar, conversando com outras três pessoas, quando foi surpreendida. O atirador, usando capacete para dificultar a identificação, aproximou-se por trás e disparou contra a cabeça da vítima. Enquanto a médica caía, ele efetuou um segundo tiro e fugiu correndo. Uma criança que estava no local presenciou toda a ação.
Luto e comoção
O assassinato gerou forte repercussão no estado. A governadora Mailza Assis e o Conselho Regional de Medicina do Estado do Acre (CRM-AC) emitiram notas de repúdio, cobrando rigor e celeridade na elucidação do crime.
A Prefeitura de Brasiléia também lamentou a perda e suspendeu os atendimentos nas unidades de saúde do município em sinal de luto. Elyne era servidora municipal e atuava na Unidade Básica de Saúde Dr. Ricardo Barbosa da Silva. Formada na Bolívia em 2014, ela teve seu diploma revalidado pela Universidade Federal de Sergipe (UFS) e exercia a medicina no Acre desde outubro de 2023. O corpo da médica foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML).
