O julgamento que se arrastava desde 2019 chegou ao fim nesta semana em Rio Branco. O policial militar Alan Melo Martins foi condenado a 8 anos e 3 meses de prisão pelo atropelamento que matou Silvinha Pereira da Silva e deixou o marido dela gravemente ferido.
A decisão foi tomada após dois dias de júri popular, iniciado na segunda-feira (23). A pena foi fixada em regime semiaberto.
O caso ocorreu em 19 de maio de 2019, na Estrada Dias Martins, na capital acreana. Silvinha estava na motocicleta com o marido quando foi atingida pelo carro conduzido pelo policial. Os dois foram levados ao Pronto-Socorro de Rio Branco. Ela morreu no dia seguinte.
Durante o julgamento, o Ministério Público do Acre (MPAC) sustentou que houve homicídio doloso — quando se assume o risco de matar. A defesa argumentou que se tratou de um acidente de trânsito, sem intenção de provocar as mortes.
Ao final, o Conselho de Sentença reconheceu a prática de homicídio e tentativa de homicídio. O tempo em que o militar permaneceu preso, dois anos e 19 dias, foi abatido da pena. Com isso, ele já inicia o cumprimento no regime semiaberto.
O caso ganhou ampla repercussão à época porque, segundo as investigações, o policial dirigia um Chevrolet Ônix vermelho em alta velocidade no momento do impacto.
