O subtenente do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, morreu no domingo (11) durante operação em Jacarepaguá, bairro da zona sudoeste do Rio de Janeiro, após ser alvejado por policiais militares do 18º batalhão que o confundiram com criminoso.
Segundo nota da Polícia Militar, a equipe de Silva realizava a abordagem de um veículo quando agentes do 18º batalhão avistaram movimentação e, devido à baixa luminosidade, interpretaram a ação como crime, efetuando disparos contra os policiais do Bope.
Cinco membros do Bope e um do 18º batalhão ficaram feridos e foram encaminhados a hospitais. O subtenente Silva não resistiu aos ferimentos. O sargento Leonardo Malaquias, também atingido, passou a integrar campanha de doação de sangue nas redes.
A Delegacia de Homicídios da Capital e a Corregedoria Interna da Polícia Militar assumiram a investigação do caso. O governo do Estado afirmou que prestará assistência necessária às vítimas e aos familiares, incluindo apoio psicológico e cobertura de despesas médicas.
Gláucio acumulava 26 anos de serviço na Polícia Militar fluminense, tendo ingressado em 1998 e participado de diversas operações de alto risco. Ele era irmão do sargento Heber Carvalho, morto na megaoperação do Complexo da Penha em outubro do ano passado.
Familiares e amigos lamentaram a morte nas redes sociais. A filha Laryssa Viana escreveu: “Meu pai foi meu melhor amigo, meu conselheiro, meu maior amor, meu pastor, meu exemplo, meu intercessor, meu Porto Seguro”. A viúva de Heber, Jéssica Alves, recordou a perda do cunhado: “Perdi meu esposo em outubro de 2025 e hoje, no mesmo mês, no aniversário da minha filha, recebo a notícia de que perdi o meu cunhado. A nossa família não suporta mais tanta dor”.
O velório do subtenente está marcado para esta segunda-feira (12), às 13h, no Cemitério Jardim da Saudade, com sepultamento previsto para as 16h.
Fonte: Estadão Brasil
