O Palácio do Planalto está tentando impedir que mudanças nas faixas do Simples Nacional sejam incluídas no projeto de lei que ele enviou para elevar o teto de faturamento do MEI de R$ 81 mil para até R$ 140 mil por ano a partir de 2028.
Segundo apuração da CNN, líderes da base aliada negociam para que o texto do MEI seja aprovado exatamente como saiu do Planalto. Em contrapartida, o governo se compromete a encaminhar, ainda no segundo semestre de 2026, um novo texto que trate exclusivamente do Simples Nacional.
O objetivo, de acordo com relatos, é evitar que a Câmara dos Deputados altere o projeto e eleve o limite para pequenas empresas, medida que poderia gerar um custo superior a R$ 40 bilhões aos cofres públicos, segundo cálculos da equipe econômica.
A estratégia foi apresentada na mesa de negociações nesta quarta-feira (1º). A ala política do governo teme que, se nada for feito, as mudanças no Simples Nacional sejam aprovadas antes das eleições, criando um problema financeiro e eleitoral para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com o acordo, o governo acredita que assumirá a narrativa do tema e que um projeto de lei assinado pelo Planalto poderá promover alterações no Simples em escala menor do que a defendida pelos deputados de centro.
O cenário ideal traçado pelo governo prevê a aprovação do texto do MEI na Câmara ainda antes do recesso parlamentar, para ser usado como trunfo eleitoral, enquanto o texto que altera o Simples Nacional seria votado somente após as eleições.
Dessa forma, ao fragmentar a pauta, Lula teria que enfrentar o problema do Simples Nacional mais adiante, quando espera estar reeleito e contar com maior apoio dentro do Congresso Nacional.
Fonte: CNN Brasil Política
