PF recolhe celulares e documentos em prédio onde moram deputado e ex-prefeito na capital

O entra-e-sai de agentes federais chamou atenção no prédio Van Gogh, no bairro Jardim Manoel Julião, em Rio Branco. O edifício residencial de alto padrão foi apontado como o principal foco da Operação Graco na capital acreana, após ser alvo de diligências da Polícia Federal relacionadas a suspeitas de uso irregular de recursos públicos.

O prédio abriga, entre outros moradores, o deputado federal Eduardo Velloso (União Brasil) e o ex-prefeito de Sena Madureira Mazinho Serafim, citados no contexto da investigação. Após horas de trabalho no local, os policiais deixaram o edifício levando celulares, tablets, documentos e outros equipamentos eletrônicos, que serão submetidos à análise técnica.

O material apreendido deve subsidiar a apuração sobre possíveis irregularidades envolvendo verbas federais, especialmente recursos provenientes das chamadas emendas Pix. A investigação busca esclarecer o destino de aproximadamente R$ 912 mil, destinados à contratação de uma empresa para a realização de shows musicais financiados pela Secretaria Municipal de Cultura de Sena Madureira, em setembro de 2024.

As diligências ocorreram tanto no Acre quanto no Distrito Federal e foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal, que determinou o cumprimento de 14 mandados de busca e apreensão no âmbito da Operação Graco.

De acordo com a Polícia Federal, os investigados podem responder por crimes como associação criminosa, fraude em licitação, corrupção e lavagem de dinheiro, além de outras infrações relacionadas ao uso irregular de verbas públicas. Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a participação individual de cada um dos citados nem sobre eventuais imputações específicas ao ex-prefeito Mazinho Serafim e a Giordano Jordão.

A operação é realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União e integra um esforço de intensificação do controle sobre a aplicação de recursos federais transferidos diretamente a estados e municípios.

Até a última atualização desta matéria, os citados não haviam se manifestado sobre as diligências realizadas no prédio Van Gogh. O espaço segue aberto para posicionamentos.

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