O ex‑banqueiro Daniel Vorcaro tem dois encontros marcados em uma semana para prestar depoimento à Polícia Federal sobre as fraudes do banco Master.
O primeiro depoimento será na quinta‑feira (20) e tem como foco o inquérito que investiga a contratação de perfis nas redes sociais para atacar o Banco Central e defender o Master nas negociações com o Banco de Brasília (BRB). A audiência ocorrerá na sala de audiências da Papudinha, anexa ao Complexo da Papuda, em Brasília, sob a responsabilidade do núcleo de custódia da Polícia Militar.
O segundo depoimento, previsto para a semana seguinte, abordará as supostas fraudes com cartas de crédito no valor de R$ 12 bilhões entre o Master e o BRB. Nesse inquérito, a Polícia Federal aponta uma relação pessoal entre Vorcaro e o então presidente do banco, Paulo Henrique Costa, com pagamento de propina que chegaria a R$ 150 milhões em apartamentos de luxo. Costa já está preso e também se encontra na Papudinha.
Apesar do calendário estabelecido, a defesa de Vorcaro pretende solicitar à Polícia Federal o adiamento da oitiva de quinta‑feira (20). Os advogados alegam necessidade de tempo para aprofundar as informações do caso, requerendo acesso completo aos autos e ao conteúdo das operações, a fim de que o empresário esteja melhor preparado para o depoimento.
Após as oitivas finais, a Polícia Federal projeta concluir o encerramento desse primeiro inquérito ainda neste mês, encaminhando indiciamentos ao gabinete do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Há duas semanas, Vorcaro contratou o advogado criminalista Daniel Bialski, que se juntou a Sérgio Leonardo para tentar avançar em um acordo de colaboração premiada com a Polícia Federal ou com a Procuradoria‑Geral da República.
Na próxima semana, Bialski viajará a Brasília para buscar nova reunião com o ministro Mendonça, relator do caso, com o objetivo de reabrir as tratativas de delação. O criminalista também espera ainda conversar com o delegado responsável pelo caso durante o interrogatório de Vorcaro.
Outras duas propostas de acordo já foram rejeitadas tanto pela Polícia Federal quanto pela Procuradoria‑Geral da República.
Fonte: CNN Brasil Política
